Dani Brasil é um DJ fortemente conhecido pelo seu profissionalismo e posicionamento na vida noturna. Em entrevista exclusiva, Dani abre o jogo sobre o tabu entre baladas e prostituição, relacionamento e assédio.

O artista começa falando um pouco sobre a sexualização da profissão e possiveis motivações:

“É uma profissão sexualizada, estar em cima do palco gera um certo sex appeal e desejo pelo cliente para se relacionar com o artista, mas é por conta do status e benefícios que essa pessoa pode ganhar se relacionando com o dj. Como por exemplo, participar do uso da comanda, visitar o camarim, acessar o local do evento por locais exclusivos e diferenciados ou até mesmo pela admiração e pela boa execução do profissional naquela noite, onde o cliente pôde sentir o poder da música, se conectar com os amigos e aproveitado a noite para se desestressar e se divertir.”

Muita gente ainda confunde noitada com prostituição, a sexualização da profissão acaba expandindo esse tabu que é esclarecido pelo artista:

“Esse equívoco se deve primeiramente a sermos um país religioso, machista e conservador. Tudo aquilo que foge do convencional é julgado. A profissão de dj é como qualquer outra, esse pré julgamento se deve também a falta de conhecimento da área. A noite em geral começou de uma forma amadora, e cada vez mais ela vem ganhando respeito e seriedade, mais por conta do público e dos profissionais que vem se destacando na área. Quando os profissionais dessa cena começaram a atuar, não havia pilares de regras e exigências previstas estabelecidas e por isso se abriam brechas para que contratantes mal intencionados, profissionais sem estrutura e um público mal informado fez com que esse tipo de situação (prostituição) acabou se tornando algo mais frequente naquela época. Porém nos tempos de hoje, isso vem diminuindo bastante e esse tripé de contratantes, profissionais e público vem agindo com seriedade, planejando e respeito com os profissionais da noite.”