Red Light District Romano

Autoridades romanas anunciaram nesse sábado planos para a construção de um “Red Light Disctrict” (Distrito da Luz Vermelha), como existe em Amsterdã, onde a prostituição será oficialmente tolerada em Roma a partir de abril, mesmo com a igreja e outros protestantes indo totalmente contra essa ideia. Ignazio Marino, prefeito da capital italiana, aprovou na sexta-feira passada a construção do Red Light District na região “EUR” da cidade, que é mais conhecida como o centro comercial.

O conselho local propôs aceitar a prostituição em uma área não residencial, com o objetivo de reduzir o impacto desse comércio que atualmente é realizado em mais de 20 ruas no distrito. A polícia irá aplicar multas de até 500 euros para prostitutas que estiverem trabalhando fora da área permitida, que será supervisionada por assistentes sociais em uma tentativa de combater a exploração de pessoas por cafetões e traficantes e promover o sexo seguro.

Se essa experiência for bem sucedida, o conselho regional quer estabelecer até três zonas distintas de luz vermelha dentro da cidade. Porém, muitos residentes estão revoltados, achando essa ideia um grande “pesadelo”. Moradores disseram que “EUR já é o distrito da luz vermelha da cidade, com mais de 20 ruas sendo ocupadas dia e noite. Há ruas para travestis, ruas para garotas muito jovens, ruas de prostituição masculina. Os moradores precisam de um pouco de paz.”

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E a igreja?

Indo totalmente contra essa experiência, a igreja católica disse que “isso tornará a cidade de Roma em um verdadeiro gueto”. Avvenire, a revista semanal da Conferência dos Bispos Italianos, chamou o plano de “vergonhoso” para “uma cidade que é o berço e o coração do catolicismo.” Membros da Comunidade do Papa João XXIII, disseram que Roma estaria dando início a “zonas de tolerância para a escravidão das mulheres.”

O grupo católico está agora em campanha para que a Itália aprove uma legislação semelhante a da Suécia, que para eliminar a prostituição, os governantes suecos julgam os clientes, em vez de julgarem os profissionais do sexo. Já que a demanda está tão grande nesse meio, a igreja católica está insistindo que os governantes italianos revejam essa ideia. Isso mostra a necessidade urgente para a Itália enfrentar o fenômeno da prostituição como os outros países europeus estão fazendo, atacando a demanda por ele com um sistema de multas progressivas para os clientes.

Mas o movimento da construção do distrito da luz vermelha, ganhou o apoio de líderes do conselho de distritos vizinhos, que disseram que muitas partes da capital enfrentaram problemas semelhantes com os efeitos colaterais da prostituição de rua, que em prática, já é tolerado em algumas zonas periféricas de Roma.

A Itália possui entre 70.000 a 100.000 prostitutas e 2,5 milhões de homens que usam regularmente seus serviços. Uma pesquisa concluiu que nove milhões de homens italianos, mais de um em cada três da população adulta masculina, já havia usado uma prostituta pelo menos uma vez na vida. Metade das prostitutas na Itália são estrangeiros e dois terços trabalham nas ruas. No momento, a lei não proíbe a venda de sexo, mas prostituição nas ruas, agir como um cafetão e oferecer sexo em um bordel é ilegal.

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