Hotéis minúsculos no Japão

Já viram os quartos minúsculos que são opção de hospedagem barata no Japão? Eles são ligeiramente maiores que hotel-cápsula, camas são empilhadas, banheiro é coletivo, e o preço é muito menor.

O preço dos hotéis no Japão está subindo, mas uma nova leva de hospedagens baratas e criativas em ambientes minúsculos se tornou uma opção para turistas com orçamento limitado.

Semelhantes aos famosos hotéis-cápsula, eles oferecem um serviço de melhor qualidade, uma decoração mais moderna e um pouquinho mais de espaço – permitem ao menos ficar de pé.

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Exemplo de um hotel-cápsula. As cápsulas são dispostas lado a lado, uma em cima da outra.

Um desses lugares é o Grids, um antigo prédio de escritórios de oito andares que foi convertido em hotel no famoso distrito comercial de Akihabara.

Carpa pintada na parede de um dos hotéis econômicos do Japão; quartos são minúsculos, mas têm decoração moderna e melhor serviço que hotéis-cápsula

Carpa pintada na parede de um dos hotéis econômicos do Japão; quartos são minúsculos, mas têm decoração moderna e melhor serviço que hotéis-cápsula

A opção mais barata é uma cama em um quarto coletivo, que inclui chinelos, toalha de banho, armário e chave. O preço da diária é a partir de 3,3, mil ienes (cerca de R$ 80), enquanto no centro de Tóquio, um quarto em um hotel comum custa atualmente cerca de 30 mil ienes (R$ 750) por noite, mesmo em estabelecimentos com serviços limitados.

Segundo o proprietário do Grids, converter um prédio de escritórios em hotel é muito mais barato e rápido do que construir algo do zero.

Outra rede que está transformando prédios de escritórios em hotéis é a First Cabin. O quarto com cama de solteiro – e apenas isso, pois não há espaço para mais nada – custa 5,5 mil ienes (cerca de R$ 140). O banheiro é comunitário e tem capacidade para dez pessoas.

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Quarto coletivo em um hotel de Tóquio, no Japão

Outra opção mais em conta do que a tradicional é o hotel Nove Horas, disponível nos aeroportos internacionais de Narita e de Quioto.

Baseados na noção de que as pessoas dormem sete horas por noite e precisam de uma hora antes e uma depois para se ajeitarem, eles também lembram os hotéis-cápsula, mas o serviço é conhecido por ser de melhor qualidade.

“Nosso serviço se limita a cama e chuveiro”, diz Takahiro Matsui, chefe executivo da empresa Nine Hours Inc, que administra o hotel. “Mas temos a melhor qualidade para o que oferecemos.”

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Hotel “Nine Hours” no aeroporto de Narita, Japão.

E aí? Você teria coragem de se hospedar em um quarto tão pequeno assim?

Fonte: Globo

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